quinta-feira, 28 de julho de 2011

Lonely Hearts Club.

Aviso: O próximo capítulo de The Truth será postado domingo



Quem nunca sofreu por um garoto? Ficou na frente do telefone mandando mensagens telepáticas para ele te ligar, se vestiu para um encontro pensando se ele iria gostar, mudou o cabelo/a cor da blusa/ o jeito de comer/ a personalidade por causa de um menino? Se você está lendo esse post e não se identificou com pelo menos um dos fatos acima, você tem minha admiração. O que eu percebi de uns tempos pra cá foi: Por que?
Eu admito: já mudei de roupa pensando se o garoto ia gostar e mandei mensagens telepáticas para ele. O engraçado é que, na hora que fiz isso, não percebi a birrazice (isso existe?) do ato. Eu estava deixando de usar o que eu gosto, perdendo o meu tempo, para imaginar possibilidades. Por que ele não ligou? Como será que eu estou? Será que ele vai gostar? Será que ele vai odiar? Enfim, eu estava me baseando por ele. E eu? E nós blogueiras? Porque não nos concentrar no que nós achamos de bom. Perceberam a diferença?
Quando somos crianças, estamos pouco nos lixando para o que os outros pensam. Não vamos ao parquinho com a calça combinando com a blusa (normalmente é o contrário. Obrigada mãe, por combinar minha blusa rosa com aquela calça amarela!). Vamos confortáveis, com o cabelo igual ao da Amy e o nariz escorrendo. E, se algum amigo encontra a gente assim, bom, a gente chama ele pra brincar. A verdade é: nós não ligávamos para a opinião alheia. Eu acho que em algum momento do meu amadurecimento eu esqueci disso.
E é exatamente por este motivo que o livro Lonely Hearts Club se tornou meu favorito do mês. Admito que quando vi que estava escrito "porque ninguém precisa de namorado para ser feliz" na capa, achei que fosse um livro de auto-ajuda, mas resolvi dar uma chance (thank God!). Eu não poderia estar mais errada! Aqui vai uma pequena sinopse:
Penny Lane Bloom cansou de tentar, cansou de ser magoada e decidiu: homens são o inimigo. Exceto, claro, os únicos quatro caras que nunca decepcionam uma garota — John, Paul, George e Ringo. E foi justamente nos Beatles que ela encontrou uma resposta à altura de sua indignação: Penny é fundadora e única afiliada do Lonely Hearts Club — o lugar certo para uma mulher que não precisa de namorados idiotas para ser feliz. Lá, ela sempre estará em primeiro lugar, e eles não são nem um pouco bem-vindos. O clube, é claro, vira o centro das atenções na escola McKinley. Penny, ao que tudo indica, não é a única aluna farta de ver as amigas mudarem completamente (quase sempre, para pior) só para agradar aos namorados, e de constatar que eles, na verdade, não estão nem aí. Agora, todas querem fazer parte do Lonely Hearts Club, e Penny é idolatrada por dezenas de meninas que não querem enxergar um namorado nem a quilômetros de distância. Jamais. Seja quem for. Mas será, realmente, que nenhum carinha vale a pena?

Eu não sei vocês, mas eu amei! Principalmente o fato dos Beatles estarem envolvidos (long live the Beatles)! Para mim, LHC se tornou mais do que um livro. Virou uma filosofia. Um modo de pensar em si mesma. Um "wake up call"! Ok parei! A questão é: ele me lembrou de mim. Porque por incrível que pareça, eu havia me esquecido. Literalmente.