domingo, 30 de janeiro de 2011

The Truth : Suas memórias não estão mais seguras.

Aviso: Vou começar a postar os próximos capítulos apenas nos domingos todo domingo. Então, para quem tem probleminha - hehehe não entendeu, domingo é dia de história. Nos demais dias, as postagens serão normais ( ou seja,não histórias-dã!). Ah, só para esclarecer, a foto é um corredor escuro. E PLEASE, não se esqueça, leia do 1° capítulo pra cima!



Capítulo Dois

- Suzannah? Suzannah! Oh, querida você acordou! Kurt! Kurt! Venha aqui! – berrou no corredor a mulher a minha frente. Alta, magra, aparentando um 38 anos, com longos cabelos loiros e curvas de dar inveja. Pela voz, vi que a linda dona daquele corpo era Lílian.
- Quê? O que foi Lily? – disse Kourt, tentando recuperar o fôlego. Kourt, assim como Lílian, poderia ser modelo de cuecas Calvin Klein. Alto, musculoso, igualmente loiro, na casa dos 35 mais ou menos, ele era tão lindo quanto sua mulher. O tipo de casal que faria convidados de festas sentirem um forte golpe na autoconfiança só por estarem no mesmo ambiente. Gente muito Hollywood, que eu adoraria ser vista andando junto, tirando o fato de eles saberem quem eu era, mas eu nunca tê-los visto na vida.
- Bem, veja quem acordou! – disse Lílian, apontando para mim e sorrindo. – Você dormiu muito Bela Adormecida!
- Olá – disse Kourt. – É bom vê-la finalmente acordada! Como está se sentindo?
- Err... – foi só o que consegui dizer.
- Ah querida, você deve estar tão confusa. Eu entendo. Eu vou... Eu vou chamar o Dr. Reynolds! – disse Lílian por fim, saindo do quarto apressada.
- Então – disse-me Kourt. – O que acha?
- Hmm, do que exatamente? – ugh, minha voz estava tão errada! Parecia uma soprano rouca. Como se não a usasse há muito tempo.
- De tudo! – disse Kourt, gesticulando para o quarto. – De mim, de Lílian, de tudo!
- Bom... Hmm. É... Confuso. – eu estava lutando com as palavras. Mas confuso era provavelmente a melhor para descrever o que eu estava sentindo.
- Bem eu não esperaria menos do que confusão. – disse uma voz, vinda da porta. –Você ficou desacordada por muito tempo.
- Muito... Tempo? – eu falava com lentidão. Meu cérebro estava uma bagunça, todo confuso e nublado. Me perguntei se a morfina seria a culpada por essa neblina.
- Oh sim, realmente um longo tempo. Precisamente 4 meses e 7 dias. – disse o homem. Reparando agora, vi que deveria ser o tal Dr. Reynolds. Alto e esguio, mais do que se esperaria de um senhor que deveria estar na casa dos 60, Reynolds era uma figura e tanto. De jaleco branco e segurando uma prancheta, ele me examinava com olhos curiosos e atentos. Odiaria me deparar com uma figura assim em uma rua escura.
- Quatro meses! – disse espantada. – Mas o que houve comigo?
- Calma, explicarei tudo depois. – Reynolds tentava me acalmar. Quanto mais fazia isso, mais nervosa eu ficava. – Primeiro, teremos de fazer testes de rotina. Você sabe, para checar se você se recuperou.
- Me recuperei do quê? – perguntei irritada. – Mas que droga, o que houve comigo? – agora a neblina em meu cérebro estava se dissipando e eu podia mostrar exatamente o nível de raiva e indignação que estava sentindo.
- Já disse que explicarei depois! – Reynolds disse com autoridade. Algo em seus olhos me fez vacilar. Decididamente não gostava desse homem. – Agora minha querida, descanse que mandarei uma enfermeira vir te buscar para fazer os exames. - estava claro que ele se controlava agora, provavelmente para não explodir como havia feito.
- Que exames são esses? – perguntei cautelosa. Se fosse para escolher em quem nessa sala eu duvidaria, Reynolds seria disparado a primeira opção.
- Querida, sabemos que está confusa, mas deixe o Dr. Reynolds trabalhar. Ele sabe o que está fazendo e foi ele quem tem te ajudado a melhorar até agora – disse Lílian, tomando a iniciativa antes que o médico se descontrolasse mais uma vez.
- Mas... – comecei a dizer.
- “Mas” nada mocinha. Você vai é descansar até a enfermeira chegar. – no exato momento em que Kourt disse isso, uma enfermeira entrou no quarto.
- Ah, ótimo. - sorriu Reynolds, obviamente aliviado. - E, para que você não fique apreensiva de novo, te digo o que vai acontecer. - disse o doutor, me olhando com severidade nos olhos. - Você irá fazer radiografias onde terá que tomar um líquido azul, que fará com que os resultados sejam mais precisos. Agora, aos exames.
Fui levada por um corredor que parecia não ter fim. Conforme via as lâmpadas no teto passarem despercebidas, tentava por algum sentido em tudo aquilo. De repente, a enfermeira parou de empurrar a maca e me disse para levantar. Sentei, me sentindo tonta, e ela me ajudou a levantar. Assim que meus pés tocaram o chão, vacilei.
- Opa! – disse a enfermeira sorrindo. – Firme aí querida! Não queremos mais curativos não é mesmo? – porque todos me chamavam de querida o tempo todo? Estava começando a me irritar.
Apenas meneei a cabeça e comecei a andar, ainda apoiada em seus ombros. Ela me conduziu para uma sala mal iluminada e com cheiro de mofo, que me fez querer sair dali no momento em que entrei. Me segurando para não vomitar ali mesmo, ela me conduziu para uma cadeira, que se encontrava disposta ao lado de várias outras, onde pessoas que fitavam o chão ou tinham o olhar perdido estavam sentadas.
- Se precisar de qualquer coisa, é só falar com a Debby. – disse a enfermeira apontando para uma mesa vazia. – Ela deve voltar a qualquer momento. Espere aqui que outra enfermeira vai chamar seu nome. – instruiu- me. - Assim que ouvi-lo, siga o corredor e entre na segunda porta a esquerda, tá?
- Segunda à esquerda. Tá. – murmurei indiferente.
- Ótimo. – disse ela. – E querida, mais uma coisa: não preste muita atenção ao que estas pessoas disserem. São pacientes em estado pós-traumático e não se encontram em seu perfeito juízo. - com isso, deu meia volta e saiu pela porta em que entramos.
Parei então, para olhar ao redor. A sala consistia apenas em uma mesa de escritório muito bem arrumada, como se não fosse usada a tempos, um bebedouro e das infinitas cadeiras ocupadas por várias pessoas. Foi então que uma delas me chamou a atenção. Era uma senhora, velha o bastante para ser minha avó, que se sentava a duas cadeiras de distância. Ela tremia apesar de não fazer frio e segurava um terço, murmurando palavras inteligíveis. Só então eu percebi que ela tremia de medo. E então, reparei que não era apenas a senhora que se encontrava nesse estado. A maioria das pessoas estava quieta, porém nervosa, como se esperassem que algo de ruim iria acontecer a qualquer instante. “Pacientes em estado pós-traumático” dissera a enfermeira.
- Você é novata aqui? – quase morri de susto. A mulher ao meu lado falou comigo tão baixo que não tinha certeza se realmente tinha acontecido.
- Sou. – respondi, no mesmo tom baixo.
- Hmm. – disse a mulher. Reparei então que era uma senhora. Deveria ter uns 80 anos, tinha cabelos brancos como a lua e usava roupas puídas. Se passasse por mim na rua, poderia pensar que era uma sem-teto.
- Freddy Kingsley. – chamou uma voz do final do corredor. No mesmo instante, um garoto com no máximo 10 anos se levantou da cadeira e, chorando, seguiu pelo corredor. Quando ele se foi, vi o homem que estava ao seu lado suspirar com pesar.
- O que houve com ele? – perguntei a mulher ao meu lado. – Porque está chorando?
- Agatha. – limitou-se a murmurar a senhora.
-Como disse?- indaguei
- Agatha. - tornou a dizer. - Meu nome. Meu verdadeiro nome.
- O que quer dizer? – perguntei curiosa. – O que quer dizer com o seu verdadeiro nome?
- Me chamam de Aggy por aqui. Dizem que Agatha é muito grande, muito ruim de falar. Mas sempre falam isso.
- O que você quer dizer. – murmurei confusa. – Eu não estou entendendo.
- O menino que acabou de sair, Freddy. O nome dele é Frederico. Assim como todo mundo, diminuíram o nome dele também. Qual o seu verdadeiro nome? Você ainda deve se lembrar é novata pelo jeito. Eu faço um esforço enorme para lembrar o meu. Tenho que ficar repetindo constantemente para evitar esquecê-lo.
- Suzannah. Meu nome é Suzannah. E só tenho um, não me chamam de mais nada. Realmente não estou entendendo nada do que a senhora está dizendo. Por favor, explique. – pedi.
- Então você ainda não sabe? – perguntou Agatha admirada.
- Não sei o que? – retorqui.
- Deixe- me te perguntar uma coisa Suzannah: Como você veio parar aqui? Você sabe me dizer isso? Do que você se lembra antes de acordar no quarto hein? Nada, não é mesmo?! É porque não pode lembrar Suzannah. Eles apagam tudo, até o último pedaço de memória.
- Mas do que você está falando? Vo... Você é uma paciente com sintomas...
- Pós-traumáticos? É, disseram isso pra mim quando vim para cá da primeira vez. Alías, dizem isso para todos na primeira vez. – disse Agatha triste.
- Mas... Mas não é verdade. O que você disse, de não se lembrar de nada antes de acordar aqui. Eu me lembro de algo. Bom, na verdade não sei bem se é uma memória, uma lembrança. É mais como uma lembrança de um sonho. Uma voz de menino que me diz que não é real. Que é para eu me lembrar da verdade.
- Ah Meu Deus! Você é uma errata! – disse Agatha, verdadeiramente surpresa.
- Como disse? – perguntei. Ela havia me xingado ou algo do tipo? Errata era disso que ela me chamara?
- Escute Suzannah, você tem que fugir daqui! Saia correndo e não fale com ninguém!
- Mas como assim! Como vou fugir? E vou pra onde? – comecei a ficar realmente assustada. Será que eu estava falando o tempo todo com uma louca. Vai ver que eu estava numa ala psiquiátrica.
- Aggy. – chamou a voz do corredor.
- Ouça Suzannah, fuja!- disse a senhora com pressa agora. - Não deixe que a peguem!
- Aggy. – chamou a voz novamente, dessa voz um pouco mais incisiva.
- Corra Suzannah! - disse Agatha, se dirigindo ao corredor.
- Mas e a senhora? – perguntei meu tom de voz uma oitava mais alta por causa do surto de adrenalina. – Vai ficar bem?
- Vou. – disse Agatha. - Já faço parte disso há algum tempo infelizmente. E Suzannah... - disse ela, virando-se para mim agora. - Não importa o quanto te perguntem, nunca conte a eles sobre a sua memória
-Minha memória? - perguntei confusa. - Você quer dizer a frase de que me lembro? Agatha espere! – falei mais alto agora, já que ela desaparecia pelo corredor, assim como o garoto.
- Eu não falaria tão alto se fosse você. - disse um homem que se sentava perto de mim. - Só irá chamar atenção para você mesma. Não é algo que a maioria quer por aqui.
- Mas... mas aquela senhora... Agatha me mandou fugir e... eu não sei... eu estou tão... confusa. – consegui dizer finalmente. Não sei se acreditava ou não na mulher. Por enquanto, optaria por não.
- Todos estamos. - disse-me o homem. - Mas deixe eu te fazer uma pergunta...
- Suzie. - chamou a voz do corredor, interrompendo a fala do homem ao meu lado. Levei um minuto para perceber que ela chamara meu nome. Comecei a tremer.
- Já te falaram do líquido azul? – perguntou- me o homem.
- Sim, acho que sim. - disse, me levantando da cadeira mesmo que morta de medo. Não queria que a voz me chamasse de novo, como havia feito com Agatha. - Disseram que eu teria que tomar para fazer a radiografia.
- Hahahahahahahaha... - o homem ao meu lado começou a rir histericamente. -Radiografia! Hahahahahaha! Essa é boa! – dizia o homem, se contorcendo de tanto rir. - Líquido azul! Líquido azul!
- Suzie. – chamou a voz do corredor. Comecei a andar rapidamente, deixando para trás o homem que ainda delirava, falando do líquido azul.
“Pacientes em estado pós-traumático” lembrei-me, enquanto girava a maçaneta da segunda porta a esquerda. São apenas pacientes em estado pós-traumático.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

The Truth : Suas memórias não estão mais seguras.

Nota: Se for reproduzir esta história, por favor avisar e copiar o link. Todos os personagens são fictícios. Esta história se chama "The Truth" que significa "A Verdade". Leia do primeiro capítulo para cima.



Prólogo

“Não é real. Não esqueça da verdade.” É só do que me lembro. E depois tudo ficou negro.

Capítulo Um

Hospital Sendridge, Londres. 3h 45 pm

O sol batia em meu rosto. Tentava pedir para alguém fechar a cortina mas meus pedidos eram apenas murmúrios. E então veio a dor. Começou na minha perna e foi lentamente se espalhando pelo resto do meu corpo. Quando chegou á cabeça, ficou insuportável. Onde eu estava? Deveria doer tanto assim? Fiz um enorme esforço para me mexer sem abrir os olhos, represando a dor, e quando finalmente consegui, senti algo apertar a minha mão.
- Suzie querida? Está acordada? Consegue me ouvir? – ouvi alguém dizer. Pela voz era uma mulher.- Será que ela está bem Kourt? – ouvi a moça falar, com a voz baixa e entrecortada de quem estava a beira de um ataque de choro.
- Só podemos esperar. O doutor Reynolds disse que ela ficaria bem. Que dormiria muito por causa da morfina.
- Oh Kourt, será que devíamos ter feito isso? – disse a mulher, chorosa.
- Não sei querida. Sinceramente não sei.

Hospital Sendridge. 14h 37 am

- Corra! Suzannah corra!- disse o anjo.
- Não posso. Não consigo. – tentava berrar mas meus gritos saíam como murmúrios.
- A verdade. Suzannah, não se esqueça da verdade. – implorava o anjo. Eu queria abraçá-lo. Dizer que tudo ficaria bem. Mas não conseguia. O terror vindo de seus olhos era tão intenso que sabia que não ficaria bem. Não até correr.
- Que verdade? – perguntei desesperada ao anjo.
- Não é real. – ele me disse.Passos. Alguém estava vindo. Da garganta do anjo veio um grito abafado, recheado de terror. Eu precisava ajudá-lo. Não podia deixá-lo ali.
- Venha comigo. Rápido! – gritei para o anjo. Mas ele não se moveu.
– Vamos, temos que sair daqui. – o medo se apoderava de mim. Afinal, o que exatamente estava vindo?
- A verdade. Apenas se lembre da verdade. – gritou o anjo, enquanto via sua figura clarear. Levei um minuto para entender que ele estava desaparecendo.
- Não, espere! – gritei, mas era tarde demais. Morta de medo, virei para tentar ver do que estaria prestes a correr. Então, ouvi um tiro e fui engolfada pela escuridão.

Hospital Sendridge. 14h 45 am

Acordei assustada. Então, foi apenas um sonho! Lágrimas corriam pela minha face mas não me mexi para tirá-las. Estava assustada demais. Parecera tão real. Mas em geral os sonhos são assim, não são? Só vemos que tinha algo errado quando acordamos. Minha testa estava coberta de suor. Meu cabelo estava amarfanhado no travesseiro e quando fui me sentar, reparei onde estava. Era um quarto de hospital. Pelo menos, parecia com um. Havia a cama onde estava deitada no centro, um criado mudo ao lado desta com flores, um telefone e um relógio mostrando que eram duas horas da tarde. Na parede a frente, havia um mural onde se lia Hospital Sendridge. A esquerda havia uma grande janela, que dava de frente para um parque. A direita, uma porta que deveria ser o banheiro, um tapete, um pequeno sofá e a porta. No geral, era até luxuoso. Ouvi um bipe. Aquilo me sobressaltou e eu reparei que vinha de uma máquina ao meu lado. Só então me dei conta de que estava ligada a um série de tubos.Então, parei. Só agora a realidade me atingia.
O que havia acontecido comigo? O que estava fazendo em um hospital? Um acidente? Não, não me lembrava de ter sofrido um acidente. Na verdade, não me lembrava de nada. Como havia chegado ali? Entrei em pânico. Não conhecia aquele lugar.De repente, a maçaneta girou. Não sabia o que fazer então, deitei rapidamente e me virei para a janela, fingindo que dormia.
- Não falem nada quando isso acontecer. Apenas me chamem. A verdade pode ser um tanto quanto avassaladora não concordam. – disse uma voz masculina. Havia um certo tom de ironia em sua voz rouca ou era impressão minha? Poderia jurar que no final da frase ele havia piscado.
- Sim doutor Reynolds, entendemos perfeitamente. – disse uma voz feminina. Reparei que era a mesma voz que tinha ouvido antes de dormir.
Ouvi o barulho da porta sendo fechada. Passos se aproximaram da minha cama. Senti o olhar de alguém nas minhas costas. Mãos afagaram meu rosto. A tentação de abrir o olho era imensa, mas eu a reprimi.
- Será que ela vai acordar logo?- disse a mulher.
- Não sei. O doutor Reynolds disse que seria logo. Diminuíram a dose da morfina.
- Ela vai entender, não vai? Quer dizer, será fácil não é? – perguntou a mulher, preocupada agora.
- Espero que sim. Tudo está conforme foi planejado. – disse o homem em um tom distraído.
- Mas e se ela desaparecesse? – disse a mulher apreensiva.
- Bom, se isso acontecesse, creio que ela não seria a primeira não é mesmo?
- Eu ouvi rumores. Uma criança na França se foi. Juntou-se ao grupo de abortados. Os pais mandaram procurar em todo canto, mas ela não foi encontrada. A punição foi severa para eles. Dá para entender, eu acho. Quero dizer, se elas realmente sabem o que está acontecendo, não podem arriscar. E se fossemos nós?
- Eu já lhe disse. Devemos esperar pelo melhor. Acho que se isso acontecesse, deveríamos ser inteligentes e ir junto. – disse ele em um tom sério.
- Você só pode estar brincando Kourt. Diz pra mim que é brincadeira. – disse a mulher, agora séria também.
- Não Lílian, sinceramente não estou. Começo a me perguntar porque nos envolvemos nisso. Thiago se foi junto com Rose. Acho que na verdade ele que deu a idéia. Porque não poderíamos fazer o mesmo?
- PORQUE EU NÃO QUERO MORRER. SABE O QUE FIZERAM COM OS FRANCESES QUE NÃO ENCONTRARAM A FILHA? EU NÃO VOU MORRER. E VOCÊ TAMBÉM NÃO – berrou Lílian.
- Nesse caso, devemos apenas esperar pelo melhor. Vou buscar um café. Volto já. – disse Kourt, decididamente encerrando a conversa.

Hospital Sendridge. 16h 13 am

Não havia ruído no quarto exceto pelo bipe contínuo que a máquina ligada ao meu coração produzia (descobri que estava ligada ao meu coração por causa de uma enfermeira que havia vindo me examinar minutos atrás. Lílian havia acompanhado o meu check-up e perguntara para que servia a máquina.) Enfim parecia seguro me virar para o lado da porta. Nas últimas horas eu ficara deitada em direção a janela, apenas tentando ouvir mais conversas. Infelizmente nada de importante havia sido mencionado depois de encerrada a briga entre as duas pessoas que eu conhecia apenas pelo nome, Lílian e Kourt. Levantei lentamente, o torpor tomando conta de meu cérebro. Respirei fundo, me demorando bastante para poder me acalmar. Agora, eu tinha que pensar com clareza.
Não sabia como nem porque havia parado em um hospital. Não sabia quem eram Lílian, Kourt, doutor Reynolds, Thiago ou Rose. Não entendia direito o motivo da briga do aparente casal e francamente, não sabia se realmente queria entender. Sabia apenas que eu estava na conversa e que ambos tinham medo de que eu descobrisse algo e assim, fugisse para me juntar a um grupo aparentemente chamado de “abortados”. Eles não eram meus pais. Disso eu sabia. Por mais que eu fuçasse meu cérebro, não conseguia me lembrar de meus pais, mas tinha certeza de que não eram eles. Algo nos dois me assustava, o fato de não os conhecer mas ao mesmo tempo, ter a sensação de que os conhecia de algum lugar, como uma lembrança, ou uma memória a muito esquecida. A questão então era basicamente, o que havia acontecido comigo. Não me lembrava de nada antes de acordar no hospital. Não, na verdade, eu me lembrava apenas de uma coisa, uma frase dita por alguém cujo rosto eu desconhecia: “Não é real. Não esqueça da verdade.” É só do que me lembro. E depois tudo ficou negro. Frase esquisita para uma última lembrança. Quer dizer, o que não era real? Que verdade? De repente me lembrei do sonho, do anjo me implorando para não esquecer da verdade. Poderia Ter sido ele que me disse a última frase que me lembro antes desse hospital? Não sabia. Sabia apenas tinha que descobrir a verdade logo. A verdade do anjo, que algo não era real e a minha verdade, como havia chegado aqui. A porta se abre e eu tenho apenas alguns instantes para me decidir. “É agora”, penso. Então, me deito na cama e fecho os olhos, determinada a descobrir a verdade. Toda a verdade.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Selinho!


Recebi esse selinho da dona do incrível blog Estou Lendo. Larii muuuito obrigada.
Antes de mais nada, só para deixar claro, esse post é só para divulgar o selinho. O post mesmo (se é que isso faz sentido) é o de baixo, sobre o Golden Globes!!! Senti necessidade de explicar porque muita gente entra no blog e só vê o primeiro post e normalmente quando é sobre selinhos e a pessoa não esta inclusa, sai do blog. Então, antes de sair, veja também os outros posts! Thanks

Bom, a regra é indicar para oito blogs então aqui vai:

The door of Soul

Dado cor de Rosa

United Thoughts of Kath

Sorvete de Pistache

Detestado Diário

Minha vida, Minha história

Agridoce

Corah Gerab

A moda da não moda ou simplesmente: Porque eu amo Helena Bonham Carter


A cerimônia da entrega do Globo de Ouro foi ontem á noite, onde vários hits que vão pegar nesse verão foram mostrados. Muitos vestidos em tons de verde e pêssego, cabelos presos em coques certos e bem definidos. Tudo igual, sempre a mesma coisa, até que tchantchanthcanthcannnn #okpareeei: Chegou a minha diva, minha musa e minha inspiração, Helena Bonham Carter. Quando esse ser (que é o melhor que eu posso dizer para definir o que ela é) saiu do carro com aquele cabelo eu não me contive. Comecei a rir histéricamente. Porque tem que ser a Helena para usar um cabelo que parecia que ela acabava de sair de um coma de 30 anos, um vestido que eu não tenho palavras e sapatos de cor diferente. O momento em que ela saiu do Range Rover no qual ela chegou na premiação valeu a noite por mim.



Essa moda de não moda descreve basicamente a minha personalidade: nada certinha, nem aí pro que os outros vão comentar e com a certeza de que mesmo parecendo que acabou de cair de 20 andares, continua diva. Esse é um dos muuuuitos motivos pelos quais eu amo a minha eterna Belatriz Lestrange!
Agora, deixando de lado essa...err....excentricidade peculiar da minha diva (sorry por falar tanto diva -hehehe não consigo me conter), as mais bem vestidas para mim foram:

1º lugar: Natalie Portman



2º lugar: Eva Longoria



3º lugar: Anne Hathaway



Para mim, as três usaram vestidoss lindíssimos e foram as melhores "normais" da noite. Além dos vestidos serem totalmente fashions, eles possuem um desenho e padrões de cores maravilhosos.

Meu Sweet Sixteen com certeza será passado A Lá Helena Bonham Carter!!hehe

That's All Folks

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Amigos para siempre la lalaialaialaia



Como eu disse no post anterior, minha amiga Katharina (pessoinha da foto acima!) fez um blog recentemente e agora, ao invés de passar somente o link para vocês, achei melhor postar o primeiro post dela aqui no meu blog e no final, colocar o link para vocês visitarem. Lembrando que o blog dela é novo, portanto tem apenas uma postagem (que aliás é genial). Assim como ela, eu me senti triste por não ter um namorado por muito tempo. Isso parou porque agora estou. Mas acredito que não sejamos apenas nós que nos sentimos assim. Então, aqui vai um pouco do wisdom de uma das melhores pessoas que eu já conheci! Beijos Kath. Saudades mil.


sábado, 8 de janeiro de 2011

Quem disse que ja eh hora?
Outro dia fui a dermatologista junto com a minha mae (o pc que eu estou escrevendo nao tem acentos :\ #fail) e a medica me pergunto: Ja ta namorando??
Nao sei porque as pessoas (geralmente aultos) fazem isso, eu digo, ok se perguntao isso para uma menina que ja esta namorando alegre com o seu relacionamento, mais e chato para pessoa que, como eu, ainda nao tem ninguem! E comigo nao foi so a dermatologista, foi tambem aqueles parentes distantes, a tia da minha mae, a manicure, amigos dos meus pais..... gente!! Parece que quando voce chega em uma determinada idade todos ja esperam que voce ja tenha um namorado (tenho 15 anos por exemplo), mais isso muda de acordo com a pessoa!
E quando voce vai responder a pergunta tem de soar confiante com a "escolha" de nao ter nenhum namorado, como se isso nao te interessase.
Para falar a verdade, me sinto mal e envergonhada sempre que me perguntam isso, principalmente porque, eu tenho vontade de ter um namorado, alguem que esteja la te apoiando, que mesmo se voce estiver com a cara cheia de espinhas vai de dizer que voce esta linda!! Sei que nenhum homem eh perfeito, mais sim existem aqueles que realmente amam a namorada.
Fico feliz pelas minhas amigas que "arrumaram" um namorado e estao felizes no relacionamente, e querendo ou nao, sempre fico com aquela pontinha de inveja, porque eu tambem quero sentir essa felicidade delas, de saber que alguem mais do que minha familia e amigas gostam de mim! E alem disso um beijinho e sempre bom, nao!!! shuahsuahsuahs
Mais para essas pessoas que adoram perguntar se voce ja esta namorando eu digo: PAREM!! Para quem nao esta namorando isso eh so mais um lembrete de que a pessoa esta sozinha, de que alguma forma a pessoa nao eh "boa o bastante" para ter alguem!!
E isso nao eh verdade, o que acontece eh so que a cara metade da pessoa anda com todas as meninas erradas, e que um dia ,cedo ou tarde, ele vai perceber isso.
Entao companheiras desacompanhadas (#fail) nao desanimem porque um dia quem sabe, enquanto voce colhe frutinhas na feira voce nao acha o seu principe encantado!!


BEIJOOS MIL

www.unitedthoughtsofkath.blogspot.com

domingo, 9 de janeiro de 2011

Morgando nas férias...


Sabe quando chega aquele tempo de férias e você não vê a hora de descansar?!?! Pois é, essa sou eu nesses dias!! Por isso não tenho atualizado o blog. Na verdade agora eu estou passando o meu tempo livre lendo aqueles livros que não deu pra ler durante o ano por causa da escola e estou aprendendo a tocar violão!! êêêêê \0/
Mas então, já que eu voltei, vamos antes de mais nada, às novidades: 1º Eu escrevo muitas histórias e vou começar a postá-las aqui!!! Uhuu (#fail) 2º Caso eu venha a parar por um tempo de escrever no blog, eu gostaria de poder avisar vocês pelo e-mail, ao invés de passar em todos os blogs avisando todo mundo. Então, se puderem, por favor deixem no comentário do blog o e-mail de vocês. Pode ser o e-mail do blog, um alternativo mesmo. 3º Uma amiga muito querida minha, na verdade, praticamente minha irmã, está viajando pela europa e como ela tem família na Alemanha, tá passando o fim das férias lá. Agora, ela fez um blog também e que, apesar de ter somente um post, promete muuuuito. Queria pedir para todos os meus seguidores que dessem uma passada por lá e comentassem e seguissem. Vou ressaltar denovo que o blog é recente e que por isso, tem apenas jum post por enquanto. Todos já tiveram o primeiro post e entendem o quanto é importante ter seguidores e comentários, pois são eles que nos fazem postar no blog! Esse é o link: www.unitedthoughtsofkath.blogspot.com Conto com o apoio de vocês!!!

Bites and Kisses