domingo, 15 de maio de 2011

The Truth: Suas memórias não estão mais seguras.

Nota: Eu deletei o post anterior (o Desabafo Master) por duas razões: 1ª Porque, depois de pensar bem, eu não estava tão brava quanto parecia, era mais um descarrego de tudo, com toda a raiva centrada naquele momento. 2ª As pessoas que falaram comigo já pediram desculpas e eu já as desculpei, então não tinha motivo daquele post ainda existir, já que o momento havia passado. Ah, e obrigada (sim, obrigada!) as pessoas anônimas que comentaram naquele post porque, apesar de eu não gostar que comentem anônimo, foram críticas boas e que no mesmo dia em que eu fiz o post, já havia pensado.

Atenção: Não existe mais a página onde eu postava as histórias! Agora eu "modernizei" tudo e então você pode acompanhá-la direitinho pelo link ao lado onde está escrito: The Truth!

Aleluia saiu! Eu não tenho como pedir desculpas pelo tempo que fiquei sem atualizar a história. Prometo que isso não vai acontencer de novo! Espero que vocês curtam esse capítulo do jeito que eu curti. See ya!



Nota: Esse capítulo é meio enrolado para entender. Então, leia com cuidado senão você se perde!

Capítulo Quatro


4h 13 am

- Suzannah! Suzannah! – gritava o anjo. – Eu te falei não foi! Porque você fez isso Suzannah? Por quê?
- O que foi que eu fiz? – eu não entendia. O que havia feito de errado afinal?
- Esqueceu a verdade Suzannah. Deixou que ela fosse embora. Eu te pedi para lutar, para não esquecer!
- Mas eu não sei do que você está falando! – a expressão do anjo me deixava desesperada. Porque ele estava tão bravo comigo. Aquele rosto tão bonito estava com a feição errada. Eu o conhecia afinal. Só não sabia de onde.
- Olhe Suzannah, olhe o que você fez! – gritou o anjo. E em um piscar de olhos, a paisagem escura a minha volta foi substituída por outra.
Um campo de concentração. Pessoas andando em fila. Soldados. Um homem com uma expressão sombria carregava um carrinho. Um carrinho lotado de roupas de criança. Uma menina parou na minha frente. Devia ter no máximo quatro anos. Mesmo suja de terra era linda. Ela me olhou com olhos suplicantes e continuou a seguir a fila. Parou poucos metros depois. Virou-se para mim novamente. Uma lágrima escorreu pela sua face. Um gesto de adeus. Uma soldada que segurava uma arma postou-se na sua frente e levantou a cabeça. A soldada era eu. E então, o tiro foi dado.
Acordei gritando e me deparei com o escuro. Estava sentada em algum lugar macio. Uma cama talvez. Não tive tempo para pensar. Precisava correr. Precisava salvar a menina. Pulei, batendo os pés no chão frio. Corri para a porta e escancarei-a. Olhei para o corredor vazio na minha frente e corri para a direita. Não sabia onde estava indo, mas não podia ficar parada. Tinha que salvá-la, antes que fosse tarde demais.
Meus pés protestavam. Ao que parecia, fazia um certo tempo que eles não eram usados. Não me importei. Uma saída. Aleluia. Corri mais rápido. Faltavam poucos metros. Segurei a maçaneta e abri a porta. Um barulho alto e eu estava no chão. Olhei para cima, para ver o que havia acontecido e vi o que me acertou. Eu sorria, enquanto segurava uma arma.

Acordei sobressaltada. Olhei em volta, tentando me localizar. Uma mulher, sentada em uma poltrona, sorria hesitante para mim. Eu a conhecia. Era Lílian o seu nome. Mas não me lembrava de tê-la visto alguma vez.
- Suzie querida! – disse Lílian com alívio. – Que bom que acordou. Eu e seu pai achamos que você não iria mais levantar.
Sentei-me e olhei em volta. Estava em um quarto. E que belo quarto era aquele. Havia uma escrivaninha de mogno, uma penteadeira antiga e a cama onde me encontrava era grande e tinha um dossel. As paredes estavam pintadas em um tom de creme, tirando a parede que ficava atrás da cama, que estava pintada de lilás. Era lindo, muito bonito. Algo em minha cabeça me disse que aquele era o meu quarto.
- Bem, não fique aí o dia todo querida. Venha, vamos tomar café. Seu pai já está esperando. –disse Lílian, oferecendo-me a mão.
Desci a escada, ainda confusa. De algum modo, sabia que aquela era a minha casa, mas tudo parecia estranho. Não me lembrava de um único objeto sequer, mas de alguma maneira, meu cérebro sabia que ele estava ali. Decidi que não me incomodaria com isso naquele momento. Eu estava com fome de qualquer maneira. Chegando à cozinha, recebi um bom dia de um homem do qual não me lembrava de ter visto, porém sabia que se chamava Kurt e que era meu pai. Decididamente eu estava esquisita naquela manhã. Mas ambos estavam sendo tão gentis comigo, que tranquei minhas dúvidas em uma gaveta e joguei a chave fora.
Comi mais do que podia agüentar. No final do café, minha barriga protestava. Eu comera tudo o que me ofereceram, como se não comesse comida decente há dias. Papai e mamãe, como decidi que os chamaria, aprovaram meu furor.
- Agora só falta uma coisa. – disse mamãe. – Não me esqueci do suco de mirtilo que você me pediu.
Ela me estendeu um copo que continha um líquido azul. Mirtilo, ela dissera. Segurei o copo, agradecendo. Meu cérebro queria que eu tomasse o suco. Era como se ele achasse que fosse vital para mim. Encostei o copo nos lábios. Nesse momento, uma parte remota da minha cabeça se mexeu, dizendo para eu não beber. Era uma parte pequena, distante. Eu não lhe dei ouvidos. Já tinha dúvidas demais para um dia. Entornei o copo, bebendo todo o conteúdo. Era doce demais, mas mesmo assim agradeci à minha mãe. Afinal, ela disse que eu pedira. E, de acordo com o meu cérebro, eu deveria ser boa com Lílian e Kurt.
O resto da semana passou tranquilamente. Aos poucos, eu começara a me familiarizar com a casa e com isso, as dúvidas foram indo embora. Todo o dia, era a mesma rotina. Incluindo o suco de mirtilo. Mesmo quando eu realmente não queria, mamãe insistia para que eu tomasse. E assim eu fazia. Naquela manhã, ela me pediu que ligasse para uma senhora chamada Honoria, que de acordo com ela, era nossa vizinha. Como não sabia o telefone, fui consultar a lista telefônica. Passado algum tempo, encontrei o número. Quando a linha estava chamando, olhei distraidamente para o nome que estava abaixo do de Honoria. Hospital Sendridge.
Imagens invadiram a minha cabeça com tanta força que eu arfei. Tudo voltara. O hospital, o doutor Reynolds, o corredor, Agatha, o líquido azul, os lábios de Valerie se abrindo em um sorriso, o anjo e a garota. Uma lágrima escorreu pelos meus olhos. Meu cérebro estava em polvorosa. Nada mais fazia sentido. A verdade era, eu estava com medo. Morrendo de medo.
- Alô. – uma voz disse pelo telefone que agora estava no chão. – Alô? – disse a voz novamente. - Num átimo, coloquei o telefone no gancho.
- Suzie querida, já ligou para Honoria? – perguntou Lílian do andar de cima. De repente, soube o que deveria fazer. Dirigi-me silenciosamente para a porta de entrada, abri-a e sai. E então, saí correndo, não me importando para onde, sabendo apenas que tinha que sair de perto da casa, de Lílian e Kurt, das lembranças, de tudo. Nunca iria acabar não é mesmo?

11 comentários:

  1. Eu fiquei pensando no decorrer do texto, quantas vezes o meu anjo da guarda deve ter feito a mesma pergunta: "Eu te falei não foi! Porque você fez isso?" Risos. Brincadeiras a parte, adorei a história. Uma ótima semana para você. Beijinhos.

    ResponderExcluir
  2. Ah esses anjos sempre nos avisando e nós não damos a minima pra eles.

    Bela história!

    Beijos

    ResponderExcluir
  3. Gostei da continuação, mesmo com a extrema demora kk
    Mas não me decepcionou, muito bom mesmo ^^ .
    Muito suspense...
    Aa sim, obrigada pela comentário, aguardo mais visitas
    beijos

    http://estou-lendo.blogspot.com

    ResponderExcluir
  4. Ah, que legal!
    Adorei o novo capitulo. Vc não demora pra postar o outro. Estou curiosa.
    Beijos :3

    ResponderExcluir
  5. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  6. Adoro histórias com anjos, e essa sua está me surpreendendo hein (:


    Obrigada pela visita lá no Descontrolando.com

    bjo e boa semana

    ResponderExcluir
  7. Primeira parte do post: Ah, que bom, o perdão é o melhor caminho. Fiquei feliz em saber que tudo acabou dando certo.
    Segunda parte: Uau! Você está escrevendo um livro? (desculpe a pergunta, é que eu não acompanhava o blog).

    Ps: Muito obrigada pela visita, fiquei tão feliz. Amei o seu espaço, voltarei muitas vezes, até pq eu quero acompanhar essa história.

    bjss lindinha

    ResponderExcluir
  8. AHHH! Me desculpa, me descuuuuuuuuuuuuuulpa mesmo! Mil desculpas! KAKAKA.
    Sério amor, desculpa pelo "sumiço".
    Eu fiquei um tempo sem escrever, por preguiça viu? KK.
    O cap. 5 já terminei, só vou reler e ver uns errinhos básicos, e postarei.
    E quanto a sua história? NOTA 100000000028937464287468. n
    Está ótima a sua história, como sempre. A sua escrita é de mais, você escreve muito bem como já disse milhões de vezes. ka

    Posta mais viu ? Se não, não vamos conseguir lançar ele daqui um tempo. / a outra falando do rasgado. kkkkk

    Beeeeeeeeeeijos minha escritora predileta. ;*****

    ResponderExcluir
  9. Cheguei no meio da história D=
    Mas assim que possível estarei voltando para ler desde o começo. ^^'

    Estive ausente em meu blog por cerca de meio ano, mas agora estou de volta e espero ter as suas visitas. *-*

    By: Ana - caixinha de tudo.

    ResponderExcluir
  10. Oiiee Floorzinha

    Seguiindo Segue Dee Volta?

    Acc Parceria? http://chocoomel.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  11. Muuuuuuuuuuuito bom!
    Mariana Reis [meumundomeublog.blogspot.com]

    ResponderExcluir

Comentando você faz uma filósofa sorrir! ;)
*Não use palavrões!
*Anônimo não! Adoro gente com opinião, mas tenha a coragem de dizer quem é depois de fazer uma crítica!
Volte sempre viu! :)

Bites and Kisses